Artigo: Orientando pais e adolescentes por Cidinha Pascoaloto.

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Orientando Pais de Adolescentes

(por Cidinha Pascoaloto)

Qual a importância da participação dos pais na terapia dos filhos?

A família tem grande importância no processo terapêutico do adolescente. Alguns psicólogos trabalham junto a família apenas se o paciente for uma criança. Mas o adolescente também é um ser que está em construção de personalidade, de caráter e de habilidades sociais e é importante que os pais acompanhem a terapia dos filhos.

Não somente os pais, mas sim as pessoas que são responsáveis pelos adolescentes como tio, avó e avô e outros cuidadores por serem adultos que influenciam no comportamento dos adolescentes. Os pais não nascem sabendo o que é melhor para os seus filhos. Nem sempre os pais param para pensar como se sentiam na sua adolescência, só se lembram que ela passou e sobreviveram. E acham que será assim com os seus filhos reproduzindo o que aprendeu com seus pais em outros tempos.  No diálogo com os pais o psicólogo deve mostrar que não existem pais perfeitos, mas sabemos que eles querem o melhor para os filhos. Quando os pais sabem que educar não é tarefa fácil ficam aliviados e sentem acolhidos. Devemos deixar claro para os pais que eles devem ser pais e não amigos dos seus filhos. Sendo pais e não amigos, eles se tornam uma referência em que os filhos possam se espelhar como adultos saudáveis. Os pais devem passar segurança aos seus filhos. Devem ser ao mesmo tempo amorosos e firmes. Normalmente os amigos são apenas amorosos e o respeito pode muitas vezes ficar de lado. A confiança deve vir de forma espontânea e não por imposição. Devemos ensinar aos pais a reforçar os comportamentos adequados. A ausência de carinho, distanciamento, relaxamento de regras combinadas e a punição severas são práticas educativas negativas.  Vou dar um exemplo, o adolescente chegou fora do horário na próxima festa não irá, pois descumpriu o combinado. Punição adequada.  O adolescente chegou fora do horário combinado para o retorno, ficará um mês sem celular. O que o celular tem a ver com o ocorrido? Punição inadequada.

Durante a conversa de acolhimento o terapeuta deve sempre analisar as exigências e queixas desses pais com o filho adolescente. Não tem como exigir do filho que fique menos no celular e leia um livro se você não sai do celular e ele nunca te viu lendo um livro!

Cidinha Pascoaloto-Psicóloga-CRP 06/158174. Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) com foco no Luto, Depressão e Ansiedade Atendimento presencial e online, contato: (18) 99725-6418

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