Violência contra mulher – o  que fazer?

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Violência contra mulher – o  que fazer? No mês de abril de 2020 o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) informou que o atendimento

da Polícia Militar a mulheres vítimas de violência aumentou 44,9% no estado de São Paulo, além disso

quantidade de feminicídios no estado também subiu de 13 para 19 casos, comparando o mesmo período (janeiro – março) do ano anterior, O aumento de casos de violência contra mulher em época de isolamento social tem sido um fenômeno

mundial. A violência contra mulher, principalmente no âmbito familiar, sempre foi um fato que precisa ser combatido em nossa sociedade.

Diante desse cenário, o que podemos fazer?

A primeira coisa que nós como sociedade devemos ter em mente é que em “briga de marido e mulher devemos sim meter a colher”,isso quer dizer  que,se você tem percebido uma movimentação atípica na casa ao lado ou brigas constantes, ligue para a polícia, você pode discar 180 e relatar o que tem visto, a denúncia pode ser anônima inclusive para as mulheres que no período de isolamento estão presas com seus agressores há algumas precauções  que podem ser tomadas, a primeira delas é sempre ter em mente uma “rota de fuga” caso seja necessário sair de casa. Pense para onde você poderá ir, com quem poderá contar. Deixe uma sacola com objetos essenciais que você pode precisar, caso saia de casa. É interessante ter os documentos pessoais em lugares de fácil acesso e ter uma chave reserva de casa também pode ser útil

Caso você esteja convivendo com o terror de ter um agressor dentro de casa tenha em mente que a culpa não é sua e você não fez nada para “merecer” isso, por isso, denuncie. Você pode fazer isso ligando para a polícia no número 190 ou pelo site www.delegaciaeletronica.policiacivil.sp.gov.br

Nesse momento de isolamento social a solidariedade é o que pode nos fazer voltar a ter esperança, por isso, se você conhece uma mulher vítima de violência, converse com ela, esteja sempre por perto e se  você tem passado por isso, procure ajuda, saiba que você não está sozinha. Juntas somos mais fortes.

Ana Carolina Greco Paes
Advogada/professora
Mestre em Direitos Humanos – UFG
Doutoranda em filosofia e teoria geral do Direito – USP

Colaborou Cássia Greco.